A RAG retira às caladas a condiçom de académico a Franco

O boletim de AGAL-Compostela já tinha denunciado a situaçom em 2007

Quarta, 26 Agosto 2009 00:00

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Segundo a RAG, Franco nom tinha méritos para ser académico

PGL - No passado dia 31 de Julho, a Real Academia Galega (RAG) aprovou nomear novo membro o escritor Manuel Rivas em substituiçom do falecido Camilo Gonsar. No entanto, a instituiçom nom deu qualquer tipo de publicidade a umha outra decisom, a de retirar-lhe a condiçom de académico ao ex ditador Francisco Franco.

Segundo recolhe o diário El País, o presidente da Academia, Xosé Ramón Barreiro, optou por nom fazer declaraçons explicando a decisom e os motivos polos quais nom foi comunicada de maneira pública. Só pudemos saber desse acordo da RAG graças a um artigo publicado hoje polo também académico Xosé Luís Méndez Ferrín no jornal Faro de Vigo. A coluna de opiniom do ourensano explicava desta maneira a decisom da Academia respeito da retirada dos honores a Franco:

Coido que a fórmula usada para expulsar a Franco das Tabernas foi algo así: dado que o nomeamento foi forzado polas circunstancias golpistas da 1936, Franco nunca foi en realidade membro honorífico da Academia e, en diante, non o será en absoluto nin sequera de xeito irregular. Así, discretamente e sen demasiada publicidade, a Academia de Curros, Murguía, Castelao, Cabanillas ou Otero Pedrayo sumouse á Universidade de Compostela e a todas as altas institucións que eliminaron dos seus protocolos herdados o nome do galego que máis daño [sic] lle fixo a Galicia en todos os días da súa Historia. Algúns pensan, e non sen razón, que a resolución tomada pola Academia é algo serodia. Pro, en troques, resulta moi oportuno expulsar a memoria de Franco da nosa Academia nun intre no que o goberno autonómico de Núñez Feijóo está a tomar medidas destinadas á destrucción [sic] da lingua galega e, polo tanto, franquistas.

Contudo, à hora de escrever estas linhas, três semanas depois da decisom da RAG, Franco continua como membro da Academia na web da instituiçom, como se pode comprovar a seguir:


Relaçom de académicos nom numerários da RAG na web da Academia
[consultado em 25/08/2009]

 

Já tinha sido denunciado

Apesar de que o presidente da RAG nom fizo declaraçons a El País, em Agosto do ano passado já tinha sido perguntado [págs. 16-17, PDF] por esta questom polo diário Novas da Galiza. Naquela altura, Xosé Ramón Barreiro respondia assim:

P: Quando vai passar a Lei de Memória Histórica pola RAG e ser retirado Francisco Franco dentre os Académicos nom Numerários?

R: Nom pode retirar-se a qualidade de Académico nom Numerário a um que foi, é como se um senhor ganha umhas oposiçons e logo, porque nom gostes, queres tirar-lha.

P: Mas houvo Universidades que figérom...

R: Isso é diferente. O que fijo a Universidade de Santiago foi apresentar umha moçom para retirar a Franco o título de filho predilecto, como poderíamos tirar aqui a Franco a Presidência Honorífica. Chegaremos a isso? Eu nom recebim nengumha petiçom formal disso. Se eu receber algumha petiçom formal de um ou dous académicos, nom teria problema.

 

As declaraçons ao Novas da Galiza parecem contraditórias com a actuaçom da Academia um ano depois. Ainda, surpreende também ao leitor o facto de Xosé Ramón Barreiro assegurar que nenhum académico lhe tinha pedido formalmente a retirada dessa distinçom a Franco, mesmo quando entre os académicos há pessoas que se significaram na luita contra a ditadura, entre eles Méndez Ferrín, quem passou polos cárceres franquistas.

Precisamente, Ferrín indicava no artigo publicado no Faro de Vigo que a decisom da RAG podia ser considerada seródia. Razom nom lhe falta ao académico, pois no estado espanhol 2006 foi declarado Ano da Memória Histórica, data que aproveitárom muitas instituiçons para retirar as distinçons honoríficas ao ditador. Ligando com isto, em 2007 o grupo compostelano da AGAL denunciou no n.º 20 do boletim Constinopla que Franco ainda figurasse como académico honorífico. Um mês depois, o Novas da Galiza ampliou [pág. 15, PDF] esta informaçom com umha ampla reportagem.

Contudo, à hora de escrever estas linhas, três semanas depois da
decisom da RAG, Franco continua como membro da Academia na web da
instituiçom, como se pode comprovar a seguir:


Relaçom de académicos nom numerários da RAG na web da Academia
[consultado em 25/08/2009]


Já tinha sido denunciado

Apesar de que o presidente da RAG nom fizo declaraçons a El País, em
Agosto do ano passado já tinha sido perguntado [PDF] por esta questom
polo diário Novas da Galiza. Naquela altura, Xosé RamónBarreiro
respondia assim:

P: Quando vai passar a Lei de Memória Histórica pola RAG e ser
retirado Francisco Franco dentre os Académicos nom Numerários?

R: Nom pode retirar-se a qualidade de Académico nom Numerário a um
que foi, é como se um senhor ganha umhas oposiçons e logo, porque nom
gostes, queres tirar-lha.

P: Mas houvo Universidades que figérom...

R: Isso é diferente. O que fijo a Universidade de Santiago foi
apresentar umha moçom para retirar a Franco o título de filho
predilecto, como poderíamos tirar aqui a Franco a Presidência
Honorífica. Chegaremos a isso? Eu nom recebim nengumha petiçom formal
disso. Se eu receber algumha petiçom formal de um ou dous académicos,
nom teria problema.

As declaraçons ao Novas da Galiza parecem contraditórias com a
actuaçom da Academia um ano depois. Ainda, surpreende também ao leitor
o facto de Xosé Ramón Barreiro assegurar que nenhum académico lhe
tinha pedido formalmente a retirada dessa distinçom a Franco, mesmo
quando entre os académicos há pessoas que se significaram na luita
contra a ditadura, entre eles Méndez Ferrín, quem passou polos
cárceres franquistas.

Precisamente, Ferrín indicava no artigo publicado no Faro de Vigo que
a decisom da RAG podia ser considerada seródia.