Estudantes de português em ESO e Bacharelato: «mais de 620», segundo a Junta

Apesar das ridículas cifras, Junta considera estar a fazer bem o trabalho de promoçom da variante internacional da nossa língua

Quarta, 22 Fevereiro 2012 09:02

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Os sindicatos do ensino em 2010 reclamando vagas de português

PGL - Mesmo apesar de reconhecer que o Brasil deve formar parte dos interesses galegos, atualmente a cifra de alunas e alunos de secundário (ESO) e bacharelato que estudam português é apenas perto de 620, segundo dados divulgados pola Junta da Galiza em resposta parlamentar ao BNG.

A cifra está bem longe dos 18.000 que estudárom a variante internacional da nossa língua na Estremadura espanhola no curso 2008-2009, como informou no seu dia o PGL. Precisamente, devido ao caráter estratégico do aprendizado do português, a Estremadura tem realizado importantes investimentos na promoçom do nosso idioma.

Fora do ensino obrigatório, a maior presença do português é nas escolas oficiais de idiomas, com perto de mil alunos e alunas matriculadas, cifra crescente nos últimos anos. Contudo, os dados fornecidos polo Governo indicam que em duas das EOI da Galiza está ausente o português da oferta formativa.

Apesar das ridículas cifras ou de factos como ter votado contra a possibilidade de o português ser segunda «língua estrangeira» no ensino da Galiza, da Junta consideram que se está a apostar no ensino do português.

 

Demanda

O interesse polo ensino de português é palpável, especialmente devido à pouca oferta existente atualmente. Como exemplo, o primeiro online de português realizado entre a CIG e a AGAL ultrapassou as 300 pessoas matriculadas, cifra que mesmo surpreendeu a organizaçom por nom se tratar de umha atividade gratuita, e provocou recentemente umha segunda ediçom.

Quando à oferta, cumpre lembrar também que os sindicatos do ensino na Galiza apresentárom em dezembro de 2010 um escrito à Junta para a inclusom do português no currículo educacional e a convocaçom de vagas. Esta clara unidade sindical é, com certeza, um facto também infreqüente no País e prova o interesse existente sobre esta matéria.