Junta manipula o Estatuto para afirmar o caráter do castelhano como «língua própria»

A campanha propagandística sobre o decreto terá um custo de 1,2 milhões e durará algo mais de dous meses

Sexta, 30 Julho 2010 07:17

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Jesús Vázquez e Anxo Lorenzo, principais defensores do decretaço

M.E. - O diário Xornal de Galicia desvenda mais um exemplo da escura forma de agir da Junta a respeito da língua. O último episódio, uma campanha publicitária em cujo prego de prescrições técnicas se afirma o caráter do castelhano como «língua própria».

Segundo as informações do Xornal, o referido prego recolhe a seguinte especificaçom para contratar umha campanha acerca do decretaço: «O Estatuto de autonomia da Galiza reconhece o galego e o castelhano como línguas próprias e cooficiais da Galiza».  A afirmaçom é totalmente falsa pois, como lembra a publicaçom, o Estatuto só dá caráter de língua própria ao galego, sendo o castelhano co-oficial junto dele.

Manipulaçom, ignorância... ou globo sonda?

Diante de um erro tam clamoroso só cabe perguntar-se se é fruto de ignorância a respeito da máxima norma autonómica, se se trata de mais um caso de manipulaçom ao redor da língua... ou um teste das propostas do Partido Popular para um hipotético cenário de reforma do Estatuto de autonomia. Fontes consultadas polo PGL reconhecem a sua preocupaçom neste último senso e nom descartariam propostas «involucionistas» se se abrir de novo o debate estatutário, como pairam também sombras de preocupaçom sobre a Lei de Normalizaçom Lingüística, que choca abertamente contra o decretaço do galego no ensino, recentemente aprovado pola Junta.

Campanha propagandística

A campanha propagandística sobre o decreto terá um custo de 1,2 milhões e durará algo mais de dous meses, começando em setembro. Incluirá spots, cartazes e anúncios que se repartirám por todo o país, especialmente nas cidades. Do Xornal asseguram que será umha «campanha de impacto», e ironizam que «semelha difícil que algum cidadão fique alheio a esses 'novos valores' da educaçom na Galiza».


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